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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Scooby doente

 Scooby no meu terraço

  

Fez hoje um mês. Pensei que ia, uma vez mais, perder mais um amigo de longa data, de longas brincadeiras. Vi-te naquela manhã e soube de imediato que estavas mal e não passarias daquele dia se não cuidasse de ti.

 

E cuidei de ti. Nem pensei um segundo em outra coisa. Era, no mínimo, o meu dever. Pelas lambidelas, pelo ar histérico quando te vou tirar da casota, pelo olhar meigo que o nosso amigo também tinha. Por tudo. Por seres tu. Por seres único. Por seres meu, apesar de não o seres (só na teoria, pois o meu irmão já te perdeu o direito!).

 

Não comias naquela manhã. E desconfiei logo que o teu mal-estar já viesse do dia anterior, pois não te manifestaste na noite anterior quando cheguei a casa, como sempre fazes. Mas nem me passou pela cabeça que poderias estar doente.

 

Tinhas umas coisas viscosas pretas na casota. Ia para ir para Coimbra e levei-te comigo. Esperámos os dois das 9 horas até às 11 que a clínica veterinária abrisse. Uma longa espera para ti, que estavas visivelmente doente, abatido, a sofrer muito provavelmente... e uma longa espera para mim. Quando decidi tirar-te do carro para poderes passear um bocadito (apesar de não andares muito...), ao ver-te ali deitado ao lado daquela pocinha de água pela qual te apaixonaste, só me lembrava do Buppy. Só me lembrava que ele também não comia e bebia muita água quando fomos com ele a esta mesma clínica.

 

E olhava-te. No meu silêncio, fazia-te festas, via os mesmos olhos meigos do Buppy, os mesmos olhos que nunca hei-de esquecer. Disse-lhe que ele ia ficar bom e ele não ficou... e tive muito medo daquela ser a última vez que te ia ver com vida. Pus essa possibilidade e tentei ser forte, mas ainda que fosse esse o teu destino eu não ia deixar de tentar.

 

Depois da longa espera, lá entrámos nós na Clínica Veterinária das Nogueiras e fomos atendidos por aquela veterinária simpática que já nos tinha atendido de outras vezes. Foi a mesma que te curou a ferida quando foste mordido por outro cão.

 

Fez-te análises, pois de outra forma não se conseguia saber o que tinhas. E mesmo as análises não foram conclusivas. Tiveste de ficar na clínica e à tarde iam fazer-te umas radiografias para ver se se conseguia saber qual era o problema. Fiquei de ligar às 19 horas, mas acabei por passar lá pois estava perto.

 

Já não foi a mesma veterinária a explicar-me o que se passava contigo. Foi a do palavreado difícil... Mostrou-me a tua radiografia e expliou-me que tinhas feito análises à urina e que esta estava com muito pus, muito concentrada. Tinhas uma doença renal algo grave e surgiu de novo o "prognóstico reservado" que o Buppy também teve. Logo aí pensei que te ia perder. Tive tanto medo, Scooby... tanto! Não consegui evitar deixar escapar uma lágrima quando te foram buscar para eu te ver.

 

Fui passear um bocadinho contigo, pois precisavas muito de urinar por causa da infecção. Fiquei muito contente quando fizeste depois de passear um bocado comigo e com a minha mãe. Ela também estava muito preocupada contigo, sabes?

 

 

 

Ficaste na clínica, escusado será dizer, pois não comias. Fiquei de te ir ver no dia seguinte. Fui todos os dias antes do trabalho. Ficavas tão contente por me ver!! Ia sempre dar uma volta contigo de manhã e tu foste progressivamente correndo mais nos nossos passeios e dando-me a esperança de que tudo ia correr bem.

 

E, felizmente, tudo acabou em bem! Ficaste internado de segunda-feira até quarta-feira com uma dieta especial e vieste com o Roberto e a minha mãe para casa. Andaste mais de uma semana a comer uma ração especial para a tua doença renal e 5 qualidades diferentes de medicamentos. Mas no final tudo valeu a pena. Voltaria a fazer tudo igual, não duvides.

 

Com estas provações do destino, parece que ainda fico mais apegada a ti. O meu irmão não te vai levar para a casa dele nem por cima de mim. :) Agradeço também à minha zmia o apoio que sempre me deu com palavras de optimismo, dizendo que ias ficar bom, apesar dela também - lá no fundo, eu sei - ter o mesmo medo que eu. E por te ter dado o medicamento a horas certas. E agradeço à minha prima ter estado connosco em alguns dos nossos passeios na clínica.

 

Bem, e parece que vou ter de te levar a dar uns banhos no rio algures neste Verão!... É que a minha prima Mariana fez-me prometer que, se ficasses bom, o faria, já que nunca te levei lá... :P

 

Gosto muito de ti, Scooby. Obrigada por teres sido forte. Obrigada por cada lambidela e cada abanar de rabo, cada latido quando chego a casa e ouves o portão da garagem fechar...

 

Kita, 18 de Julho de 2007.

 

P.S.: Ainda agora, pouco depois de escrever sobre ti, te ouço a latir lá fora à porta da minha prima. Gostas tanto de mim como eu de ti, não é? Estás agora aqui ao meu lado, a querer festas. E eu estou feliz por tas poder dar. Maluco, então foste deitar-te para cima da cama dela?? Ai se ela sabe!... Eh, eh...

 

sinto-me: Muito contente por estares aki
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Notícias do teu mundo

 

Já passaram quase três meses e a tua presença ainda está bem dentro de mim...

 

Continuo a pensar em ti e a sentir o teu olhar em cada vez que as memórias me levam até ti. Obrigo-me a desviar o meu próprio pensamento para não ter de limpar gotas de água sentidas na minha face... mas serás sempre tu e estarás sempre presente.

 

Desde que foste embora, amigo, dei por mim a canalizar ainda mais o meu amor para o teu amigo de casa e de brincadeiras. Parece que passei a gostar mais dele. Talvez o amor que tinha por ti esteja agora todo canalizado para ele e daí parecer ser maior.

 

Ou talvez pense que devo aproveitar todos os segundos que posso da tua vida o melhor possível, já que ela é tão frágil e ténue. Já fui com ele também ao veterinário, andava com receio, medo até, que ele tivesse apanhado a mesma doença que tu, já que o cheio da boca dele era exactamente igual ao teu... e foi-me dito que não era normal.

 

O teu amigo também emagreceu, tal como tu, para piorar as coisas. E não tinha tanto apetite, sabes como ele era voraz, devorava tudo o que lhe dessemos. Agora, à distância do momento e do sentimento da altura, penso mesmo que terá sido a tua falta a razão da perda de apetite. Ou então já não sentia necessidade de devorar a comida, pois já não tinha ninguém ali para lha tirar... Ele está bem de saúde, graças a Deus.

 

Sabes, ele sentiu imensamente a tua falta. Agora parece melhor, mais feliz, mas houve noites que ele uivava muito. Sentia-se sozinho. E ainda dizem que vocês, os 4 patas, não têm sentimentos. Quem diz isso nunca teve um cão. Ou pelo menos um Scooby ou um Buppy.

 

Sempre que posso, ou seja, que estou em casa, solto-o para ele poder correr, passear e dar-me os beijos histéricos que ele sempre dá e que adora. Nunca vi um cão tão beijoqueiro, tão meigo. É muito obediente e se eu quiser passa o tempo todo ali ao pé de mim, apesar de não o segurar.

 

O teu dono também sofreu muito com a tua partida. Vi nos olhos dele e sei que na altura chorou. Inevitável. Nunca vi ninguém gostar tanto de um animal como ele gostava de ti. Na altura não percebi bem o porquê da escolha da tua última morada, mas quando ele me contou fez todo o sentido...

 

Não sei se há um céu algures para cães, mas se houver sei que estarás lá. Nós continuamos por aqui, cuidamos do Scooby e eu tento dar-lhe o carinho que ele precisa para não se sentir tão sozinho... já pensei que seria melhor arranjar-lhe outro amigo, mas já conheces o meu pai. Não me parece que ele aceitasse. Não era para te substituir (serás sempre insubstituível...), só para o Scooby não se sentir tão sozinho. Acho que agora já se começa a habituar, pelo menos já não o tenho ouvido tanto a uivar... e continua histérico de cada vez que eu o vou buscar para ele ir dar um volta. :)

 

Saudades, amigo...

Kita, 23 de Fevereiro de 2007.

sinto-me: com saudades
pegada deixada por Kita às 10:49
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